Orlando Medeiros

em 15/03/10

Seu Orlando é o herói das suas histórias. Em todas tem uma esperteza dita, um ensinamento aprendido, um desafio vencido, uma sorte perene no ar. Um homem que se fez - lavrador, camioneiro, dono de um cinema ambulante, mecânico e comerciante. Cresci escutando suas histórias, foi a minha primeira entrada na literatura, uma literatura que se dá pela voz, esculpe imagens e causa sensações. As mesma histórias, contada sempre de uma maneira nova, ganhavam novos contornos se transformavam em outras.


Fotos: Jon e Gina
RODRIGO | fevereiro 24, 2012 às 10h42
Morreu o meu velho tio, José. Morte rápida, quase sem sofrimento. Morreu dormindo. Inconsciente. Tinha 97 anos incompletos e Deus o chamou para si, sexta-feira, dia 03 de fevereiro de 2012, antes mesmo que completasse mais um natalício que aconteceria agora no próximo mês de março. Nascido no longínquo ano de 1915, no sítio São Mateus, município de Patos, cidade na qual morava desde 1972. Durante toda a sua longa e honrada existência, nunca cometeu um deslize sequer, por menor que seja, que pudesse denegrir a sua reputação, envergonhar a sua família ou decepcionar os seus amigos. Foi um Homem acima de qualquer suspeita! De palavra e hombridade! A agricultura foi a sua vida e a sua paixão! Filho de agricultor, logo cedo se interessou pelo trabalho e as coisas do campo e dele viveu até o fim da sua vida! Foi proprietário de terras, não eram muitas, é bem verdade, mas o suficiente para viver e criar a família com decência e honradez. Foi, sobretudo, um homem de luta e de coragem! Enfrentou secas e estiagens as mais difíceis e cruéis ao longo do tempo, com dignidade e obstinação! Nunca desanimou! Lutou sempre! Venceu! Foi político e vereador por várias legislaturas no município de Cacimba de Areia, Paraíba, Vice-Prefeito, candidato a Prefeito, cargo para o qual, lamentavelmente, não conseguiu se eleger, perdendo para o seu adversário, por apenas onze votos. Não fez fortunas patrimoniais, morreu pobre até. Mas o seu maior patrimônio foi a sua honestidade! Pai de família exemplar! Ótimo esposo! Enfim, um autêntico homem de bem, sob todos os pontos de vista! Que Deus o tenha e que você descanse em paz meu velho e inesquecível tio, JOSÉ!
RODRIGO | abril 21, 2011 às 10h58
O que está acontecendo com o ser humano? .. Algo gravíssimo, sem dúvidas! Apesar de todo o aparato tecnológico e científico de que dispomos hoje, inobstante todo o conhecimento existente em todas as áreas da atividade humana, mesmo assim, o homem não conseguiu ainda se auto-evoluir, pelo menos o suficientemente necessário, a ponto de poder controlar os seus instintos animalescos mais primitivos e cruéis. O homem atual parece viver, ainda, os modos primitivos e selvagens dos tempos da caverna! O crime acontecido, sexta-feira passada, na cidade de Campina Grande, só confirma essa minha assertiva. Quatro ou cinco jovens de classe média, naquela cidade, educados e encebados para o ódio, assassinaram, friamente, na madrugada daquele dia, com mais de vinte facadas, um travesti, sem quaisquer razões aparentes. E mesmo que houvessem, não se justificaria tamanha brutalidade! ... Alguma coisa profundamente errada está acontecendo com o ser humano! ... Veja por exemplo, O crime hediondo ocorrido recentemente na escola do Realengo com várias mortes de crianças e adolescentes friamente assassinadas ... São crimes assim que se sucedem, aqui e alhures, que nos fazem repensar o que está aontecendo com todos nós afinal! ... Que evolução foi essa que alcançamos, onde a linguagem dos INSTINTOS se sobrepõe a linguagem da RAZÃO? ... Que desenvolvimento foi esse? Que progresso? ... Avançamos no conhecimento científico e tecnólogico, mas, por outro lado, também, esquecemos, e muito, de avançar no campo da consciência e da espiritualidade humana! ... Daí a razão de tantos desatinos! ... Reformas radicais e urgentes se fazem necessárias dentro de cada um de nós! Temos que nos auto-analisar, nos auto-avaliar, nos conhecer melhor, sempre, a fim de que sejamos seres humanos melhores e mais completos espiritualmente! ... Não basta só o progresso exterior, há que haver, também e acima de tudo, o progresso INTERIOR, ESPIRITUAL, através do auto-conhecimento e da auto-análise, profunda e criteriosa, a respeito do que somos e o que pensamos! ... O crime bárbaro e frio cometido contra o travesti, sexta-feira passada, em Campina Grande, só nos mostra, lamentavelmente, o quanto ainda somos PRIMITIVOS E CRUEIS! ... Até quando? ...
RODRIGO | abril 17, 2011 às 11h26
É muito difícil lidar com a perda de um filho, de uma mãe ou de um pai. As perdas dos entes queridos deprimem e entristecem profundamente quem as tem. É a dor da alma que mais dói, que mais dilacera e a que não se esquece jamais! Falo isso, porque, ontem, Roberto Carlos sofreu mais uma perda irreparável na sua vida. Morreu a sua filha, ANA PAULA, assim de repente, sem mais nem menos, inesperadamente, vítima de um ataque cardíaco fulminante! Há quase um ano, morria também a sua mãe, D. Laura, outra perda e dor igualmente irreparáveis! Antes um pouquinho da morte dela ele havia perdido ainda a sua esposa, Maria Rita, vítima de um câncer de útero devastador! Outra grande e irreparável perda! Tanto uma quanto a outra, dificílima superação! Mas ele superou! Suportou, com fé e resignação, esses reveses que a vida nos apronta! Quem tem Deus no coração é assim mesmo, não se desespera nem se desestrutura jamais! Pelo contrário: se torna uma fortaleza inexpugnável de força e de fé diante do infortúnio. E Roberto Carlos é essa fortaleza inexpugnável sustentada no amor e na fé em Deus que o faz suportar, sempre, com admirável equilíbrio e resignação, infortúnios como esse, que ora acaba de lhe ocorrer, que foi a morte prematura da sua filha ANA PAULA. FORÇA, ROBERTO, DEUS ESTÁ CONTIGO!!!
RODRIGO | abril 09, 2011 às 20h31
Gina, a chama do ideal, quando persistente e firme, nada abala nem diminui o tamanho da sua força! E é aí onde está a fórmula (sem mistérios) que nos leva à luta e à conquista da vitória: perseverar, sempre! E você irradia essa força, essa magia e esse poder em cada palavra que pronuncia, em cada descoberta que faz por terras interioranas, nos contatos com as gentes simples e humildes dos lugarejos... Enfim, tudo que lembre rios, campos, pássaros e sertão, você está lá! ... Parabéns, querida prima! Continue sempre assim: idealista e desbravadora! Um abraço.
RODRIGO | abril 09, 2011 às 19h37
Vi e ouvi, ao longo dos anos, pela vida afora, lamúrias, mágoas, desabafos e dores! Quantos desesperos e desenganos vi e ouvi! Quantas frustrações! Vicissitudes! Quantas agonias! ... Tempestades do espírito e da alma destroçando sentimentos, sonhos e alegrias! ... Esperanças desfeitas! Ilusões! ... Sofrimentos físicos e morais! ... Mas, por outro lado, vi, também, vastos sorrisos de felicidades contagiantes! Fortes abraços de aconchego e ternura! Amizades sinceras! Amores verdadeiros! ... Vi, ainda, a paz resplandecer na singela canção de ninar e ecoar no deserto das existências vazias! Vi o amanhecer de cada sonho na certeza da conquista! Vi o belo! O verde dos campos! Lindos colibris pairando sobre as flores dos jardins! ... Jardins que lembram casa e casa que lembra minha mãe feliz olhando as flores se abrindo no quintal! ...
RODRIGO | abril 09, 2011 às 19h21
O que leva um ser humano ser tão desumano? ... O que faz um desalmado insano e cruel, de armas em punho, atirar e tirar a vida de crianças e adolescentes dentro de uma escola? O que move tantas barbaridades? Que explicação científica ou lógica se pode dá para crimes e criminosos assim? ... Esquizofrenia? psicopatia? ... São respostas simplistas demais para definir crueldades tão requintadas e calculadas como essa! ... Welligton de Oliveira um jovem, cujo coração não aprendera a amar! Nele só havia lugar para o ódio e a maldade! ... Maldade sem causa ideológica nem política! Maldade por maldade, apenas! ... Que mente ardilosa e calculista que tão bem espreitava e emboscava sob a escuridão do mal? ... Não há explicações nem justificativas para crimes como os cometidos quinta-feira por esse ensandecido jovem! Nao há! Não consigo vê-lo, desculpem, como uma pessoa doente de mente e de alma, como muitos falam! O crime foi violento demais! Covarde demais! ... Contra crianças indefesas, meu Deus!!! ... O ato foi consciente demais! Premeditado e calculado com inteligência e frieza demais! Revoltante! Não dá pra insinuar, sequer, atenualidades para crimes como esse! Os motivos pelos quais o levaram a cometê-lo, no meu modo de ver, foram um só: VONTADE DE MATAR MESMO! ÓDIO SIMPLESMENTE! CRUELDADE! Um crime arquitetado com todos os requintes de bestialidade e selvageria! ... Welligtom de Oliveira era um poço, ou melhor, um oceano infinito de maldades que, graças a Deus, SECOU! ... Mas não nos esqueçamos: outros OCEANOS estão por aí, prontos para virarem TSUNAMIS DE MALDADES E ÓDIOS! ...
RODRIGO | janeiro 09, 2011 às 21h25
O comercial apresentado por ZEZÉ DI CAMARGO (se é que podemos chamar isso de comercial rs.), não é para vender um produto ou uma marca qualquer ou coisa que o valha. Não. O que ele nos mostra, na verdade, é um outro produto. Aliás, bem mais importante e necessário do que qualquer comercial existente e que se chama: CONSCIÊNCIA. A finalidade? Educativa. Moral. Visa mostrar como é desprezada a velhice nesse nosso país, onde respeito e consideração, NÃO EXISTEM. Os versos declamados por ZEZÉ, nesse anúncio, sintetizam muito bem essa situação humilhante e vexatória com que a velhice é tratada em nossa sociedade. Situação esta, aliás, que começa em casa, dentro da própria família e, lamentavelmente, vai se expandindo de geração pra geração, como bem ficou demonstrado na mencionada "publicidade". Ao contrário da civilização oriental, onde lá os idosos são respeitados, bem cuidados e amados, aqui, no Brasil, não passam de lixo, de coisa abjeta, sem valor algum e por isso mesmo se joga fora na lata do lixo. Do lixo das nossas devassidões morais e das nossas hipocrisias e leviandades. Lamentável. Nesse país, amigos, "VELHICE É SINÔNIMO DE ABANDONO, DESPREZO E DESDÉM. Ora, uma sociedade como a nossa, debochada e leviana, repleta de vícios políticos e morais, onde não se auto-respeita, onde a corrupção e a violência, o despudor e o cinismo imperam naturalmente em todos os quadrantes da vida nacional, como se querer então imaginar que ela, sociedade, seja (mais?) justa, coerente e respeitosa para com os mais velhos? ... Nem pensar! ... Que sirvam, pelo menos, os versos-denúncia do anúncio do ZEZÉ DI CAMARGO e LUCIANO "COMO UM GRITO DE ALERTA" as nossas leviandades e hipocrisias e nos despertem, quem sabe, para uma nova consciência em relação aos idosos, vítimas que são do egoísmo, da falta de sensibilidade e de educação social. Que bom, se fôssemos bem mais conscientes dos nossos deveres e responsabilidades em relação aos idosos. Assim, seríamos também conscientes de nós mesmos enquanto seres humanos. O jovem de hoje será, inevitavelmente, o velho de amanhã. E aí, como é que fica? ... Vamos continuar egoístas e inconsequentes em relação aos mais velhos ou vamos procurar ser mais justos e coerentes com eles, respeitando-os e tratando-os bem, dando EXEMPLOS, que são a única forma direta e objetiva de se educar às futuras gerações? ... Tratemos, pois, a velhice como uma questão humana e social, com desvelo e dedicação, até porque quando formos idosos vamos precisar também e muito, com certeza, do respeito e do carinho que lhes negamos hoje. Um abraço. Garcia.
RODRIGO | janeiro 06, 2011 às 00h35
Não sei, tomara que esteja enganado, mas essa história de que o mundo vai se acabar mesmo em 2012, está assumindo proporções preocupantes. São livros, filmes, entrevistas, documentários, reportagens, todas sensacionalistas, abordando o tema do fim do mundo agora para 2012, segundo as profecias Maia. E isso tem gerado uma certa paranóia entre as pessoas. Afinal, o mundo vai ou não vai se acabar no dia 21 de dezembro daquele ano? Só o tempo dirá. As profecias referidas, ao que me parece, não nos asseguram tal evento apocalíptico, mas sim, o advento de uma nova Era, uma mudança para melhor no campo da espiritualidade entre os homens aqui na terra. Há muitas distorções e sensacionalismo a respeito do calendário Maia. Desde que me entendo por gente, aliás, que ouço falar que o mundo vai se acabar. E vai mesmo. Até porque no Universo nada é para sempre. Porém, não será agora nem em 2012, como querem, a todo custo, os pregadores do APOCALÍPSE FINAL. Pelo menos é o que nos apontam as probabilidades científicas na atualidade. Repito: que o mundo vai se acabar um dia, claro, todos sabemos que vai. Porém, precisar exatamente quando e como isso ocorrerá é que ninguém sabe. Pode ser hoje, agora, num piscar de olhos... Basta, para tanto, que aconteça um fenômeno imensuravelmente catastrófico, como o impacto de um meteoro gigante sobre a terra ou algumas explosões solares que afetem profundamente o magnetismo do planeta, por exemplo, para que não reste ninguém para contar a história depois. Um fenômeno desses, diga-se, poderia ser o suficiente para nos riscar do mapa cósmico e o mundo em que vivemos, num instante. Tudo é possível, diz a ciência. Mas precisar quando e como esse evento ocorrerá e ainda por cima quantificá-lo em todas as suas dimensões é mero procedimento especulatório, insensato e sensacionlista, bem como alarmista e alienante. Enquanto 2012 não vem, aguardemos, pois, o seu advento. Até lá, que continuem o sensacionalismo e as especulações baratas, não importa, acerca do calendário e das apocalípticas previsões da CIVILIZAÇÃO MAIA. O tempo dirá com quem está a razão. Um abraço a todos.
RODRIGO | dezembro 18, 2010 às 12h25
Pensando bem, há em todos nós essa vontade incontrolável de querer julgar, censurar e condenar os outros. Ou, se for o caso, absolver, aprovar, condescender, desde que nos convenha. Na verdade, o que somos mesmo é meros julgadores ímpios uns dos outros e o que é mais grave ainda: quase sempre pelas APARÊNCIAS. E nem nos damos conta. Faz parte da natureza humana. Julgamos de afogadilho, sem os mínimos cuidados éticos nem morais, com açodamento e sem a observância à seriedade e ao respeito à individulidade do outro... Se não formos com a sua cara então, coitado dele: acionamos as nossas baterias, a todo vapor. Somos ferrenhos egoistas nos nossos jugamentos. Fazemos juízo de valor hipocritamente. Levianamente. Apontamos os defeitos alheios, não para que sejam corrigidos ou melhorados, mas, sobretudo, pelo prazer de criticamos e ridicularizarmos, simplesmente. Somos, em suma, INCOERENTES e INDIVIDUALISTAS. E por que somos assim? Ora, porque somos frágeis e imperfeitos. Porque nos descuidamos de evoluir, crescer espiritualmente. Não crescemos nem nos desenvolvemos o bastante ainda, a fim de que pudéssemos ver primeiramente a nós mesmos com os olhos do coração e da humildade para só depois então enxergarmos o outro com os mesmos olhos com que nos vemos e observamos. Falta-nos, ainda, na sua plenitude, o sentimento do AMOR MAIOR, o DESPREENDIMENTO, a VOLUNTARIEDADE à causa do BEM sem saber a quem... falta-nos, acima de tudo, vontade de auto-transformação, afirmação, renovação, inovação... falta-nos, enfim, capacidade de insurgência contra as nossas próprias mesquinhezas e mediocridades...Por isso mesmo somos ainda tão pequenos. Almas tão pequenas. Entretanto, existe ainda um CAMINHO, uma DIREÇÃO, um RUMO real e verdadeiro, pelo qual devemos trilhar, decididamente. Pode até ser árduo e difícil, não importa, mas vale a pena segui-LO. Conhecê-LO. Apreender os SEUS ensinamentos de ALTRUÍSMO e AMOR verdadeiros, intensa e plenamente. ELE nos dá as ferramentas de que necessitamos para nos reconstruirmos. Este caminho, amigos, é DEUS!!! Um abraço e bom dia a todos! João Pessoa/PB.
RODRIGO | dezembro 12, 2010 às 12h11
"A HUMILDADE É A VERDADE" (Sta. Tereza) O NATAL é festejo, é alegria, é amor, compreensão e perdão. O NATAL é também um grito de alerta a nossa intolerância, arrogância, incompreensões, orgulho, presunções e insensatez. Mas poucos, infelizmente, são os que vêem o NATAL assim. Muitos são os que não buscam alcançar o verdadeiro espírito natalino, com reflexão, consciência e sentimento cristão. A Data Mágna da Humanidade foi transformada, simplesmente, em algo muito lucrativo para os sistemas capitalistas do mundo e só. Virou negócio. E aos que teimam, ainda, refletir esta data como sendo algo além das trivialidades consumistas, incorporando no coração e na consciência o real significado do seu advento, coitados, acabam sendo tolhidos, negam-lhes espaço e lugar, ficam sem vez e sem voz, porque o que acaba prevalescendo mesmo no mundo herético-capitalista em que vivemos é a força do poder material sobre todas as outras forças, menos, porém, a do AMOR. Ainda bem. O AMOR tem sobrevivido, sempre, apesar de todos os pesares, as investidas mais crueis do materialismo desvairado. Enquanto essa CHAMA sobrexistir em nós a ESPERANÇA ainda continua. E O NATAL é ESPERANÇA também. Mesmo da forma como ele é celebrado. Um dia ele será, verdadeiramente, apreendido por todos e será também, finalmente, não apenas o NATAL DE UM SÓ DIA, mas de TODOS OS DIAS DA NOSSA EXISTÊNCIA ENFIM! FELIZ NATAL A VOCÊS, ORLANDO E VÁLBEA, bem como a todos da família. Um abraço.
RODRIGO | novembro 06, 2010 às 19h42
RESPOSTA À CARTA! Amigos: o que se dizer de uma Região como a nordestina, cheia de contrastes sociais e culturais e que apesar de tantos atropelos econômicos, climáticos e políticos, consegue, mesmo assim, ser uma Região potencialmente rica, poderosa e naturalmente bela e expressiva, principalmente no campo das suas manifestações culturais? O que se dizer de uma Região assim, amigos? Como dizer? ... Por que não dizer? O que se dizer, por exemplo, aos nossos irmãos preconceituosos do sul, que apesar de todas as discriminações e preconceitos com que eles tratam o NORDESTE, somos, ainda, a despeito de tudo isso, uma das Regiões mais belas e extensas do país, repleta de riquezas naturais e culturais, por todos os lados e que, ao contrário deles, não admitimos nem cultuamos quaisquer preconceitos em relação a outras regiões ou lugares do país? ... Será que eles suportariam ouvir essas verdades? ... O Nordeste sempre lutou, com denodo e determinação, pelo seu desenvolvimento e bem estar, mesmo perante as mentalidades mais retrógradas e discriminatórias do sul, que não percebem, talvez por inveja ou ignorância mesmo, o grande valor intelectual, moral e cultural que a nossa Região tem! Valores estes, aliás, que não são poucos e se manifestam, amplamente, quer no campo da literatura, da música e das artes, quer no campo da história e da bravura do seu povo, rico em fenômenos sociais e culturais originários da região. O Nordeste é, por si só, meus amigos, um vasto celeiro de cultura e de talentos que não só o dignificam, mas enobrecem também o país como um todo, haja vista que, antes de NORDESTINOS e SULISTAS, somos todos IGUALMENTE BRASILEIROS! Por que essa rivalidade então? Por que essa pequenez de espírito alimentado pelo SUL em relação ao NORDESTE? Por quê? ... Essas mesquinharias ofendem e melindram as nossas sensibilidades nordestinas, tanto quanto diminuem e maculam a integridade dos nossos irmãos sulistas! ... Chega de mesquinharias! A nossa Região é grande e bela em todos os sentidos! Não sei, amigos, sinceramente, se depois de tudo que li, eu posso dizer ainda o mesmo em relação ao Sul. Acredito que não. Um abraço a todos! Calem a boca, nordestinos! A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória. Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro. Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!". Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros "brasileiros" também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país. E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão! Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste! Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país? Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz? Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo? Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos... pasmem... PAULISTAS!!! E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano. Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo "carioca" Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2. Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura... Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner... E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia... Ah! Nordestinos... Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo? Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar. Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de "cachorras". Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê! Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para "um dia de princesa" (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!! Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário... coisa da melhor qualidade! Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso... mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa! Minha mensagem então é essa: - Calem a boca, nordestinos! Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol. Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes. Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: "O sertanejo é, antes de tudo, um forte!" Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos! José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010.
RODRIGO | outubro 12, 2010 às 21h22
Meus amigos: as imagens e mensagens que estã sendo veiculadas pela INTENET, não são nada recomendáveis ao bom debate político, mensagens estas, transmitidas da forma mais grotesca e impertinente possível, a ponto de polarizar o atual enfrentamento político-eleitoral, ora em andamento no nosso país. Acho RELIGIÃO E FÉ, assunto de foro íntimo que nem de longe deveriam fazer parte de um debate político. Mas, forçosamente, é o que está acontecendo no atual momento da campanha eleitoral para Presidência da República. A RELIGIÃO e a FÉ de quem quer que seja não interessa a ninguém e muito menos tem qualquer influência na conduta política e moral dos candidatos. Já o ABORTO, este sim, INTERESSA e é assunto de extrema relevância que merece ser debatido e amplamente discutido pela sociedade e principamente pelas mulheres. Agora, colocar DEUS no epicentro das discussões políticas, como forma de persuasão e envolvimento emocional do eleitor, com objetivos, claramente, eleitoreiros e com isso ganhar a eleição, acho isso, simplesmente, uma atitude de muita má fé, primitiva, maldosa, retrógrada e que em nada condiz com o atual estágio de desenvolvimento cultural, tecnológico, científico e político no qual estamos inseridos. Ora, como se pode falar das qualidades de um candidato, vinculando-as, simplesmente, ao aspecto religioso. Por outro lado, nós sabemos muito bem o quanto esse tipo de procedimento é hipócrita e estigmatizante. A imagem pública do candidato passa a ser paradígma, tanto do BEM quanto do MAL, dependendo da religião ou da crença que porventura venha a professar. Isso é profundamente lamentável. Só revela o quanto ainda somos instáveis em matéria de POLÍTICA, na medida em que vamos nos deixando induzir por esses grupos ou entidades religiosas mal intencionados. Como é maldoso tentar envolver, a todo custo, RELIGIÃO e POLÍTICA com fins meramente eleitoreiros! Esses grupos, ao meu ver, só têm um interesse em vista: pautar o nosso voto, manobrá-lo o suficiente, para, com isso, fazer valer os seus propósitos, ganhar a eleição e, por conseguinte, conseguir realizar os seus interesses mais mesquinhos, camuflados pela manto da questão religiosa. O que me interessa no candidato, e com certeza à maioria do eleitorado brasileiro, é a sua proposta política, a sua qualificação intelectual, a sua idoneidade moral e o seu histórico de vida... Enfim, a sua competência e a sua dignidade. E não a RELIGIÃO e a FÉ que porventura tenha o candidato. Há tantos ATEUS idôneos, altruístas, solidários à causa do bem... Por outro lado, há tantos religiosos mesquinhos, egoístas, hipócritas, que cometem os piores desatinos, enganam e esfolam o próximo e ainda dizem que agem em nome de Deus! Como existem! rs. ... Bom, vou ficando por aqui. Um abraço e um ótimo feriado para todos.
RODRIGO | setembro 12, 2010 às 22h44
Não concordo. É um deboche a candidatura do TIRIRICA? ... Deboche são todos os políticos, a política, as elites, os gestores da coisa pública... enfim, todos àqueles que deveriam tratar com seriedade a coisa pública e, no entanto, não tratam. O que o Tiririca está fazendo é o deboche do deboche que são eles os executores da política nacional. Falta às elites, aos políticos, à justiça, aos governos e aos gestores da coisa pública, autoridade moral para dizer quem faz deboche ou não. Quem pratica política com seriedade no Brasil? Quem? ... Conta-se nos dedos. Quase todos são hipócritas e demagogos, que fazem política em proveito próprio, se locupletando das benesses do poder. Tudo virou deboche e uma grande mentira! Uma zorra total! O que o TIRICA faz não é de se admirar. Eles é que deveriam dar o exemplo de seriedade, de hombridade e postura. Esses, sim, são os verdadeiros deboches da política brasileira. Essa coisa da Justiça Eleitoral querer barrar ou impedir a candidatura política do TIRIRICA, só porque ele faz a sua campanha na base da gozação, acho isso uma hipocrisia e um desrespeito sem limites. Uma piada infeliz da Justiça Eleitoral. Nas entrelindas o que está implícito mesmo nessa atitude emblemática é o preconceito, a censura, a falta de respeito ao cidadão e a democracia. Ora, em qualquer regime democrático que se preze, no mundo, o cidadão tem o direito de ser candidato a qualquer cargo eletivo. Basta desejar. O povo é que decide se o postulante tem méritos ou não. Portanto, isso não me cheira bem. Parece os negros tempos da ditadura militar. Credo e cruz. rs. Deixe o povo dar o seu veredicto nas urnas com relação à candidatura do humorista TIRIRICA. Só o povo é soberano para dizer se ele está certo ou não. Respeito à DEMOCRACIA é um dos pressupostos básicos e fundamental do Estado de Direito. Um abraço a todos.
RODRIGO | setembro 11, 2010 às 21h02
A atitude cultural, comportamental e social de um povo faz a grande diferença entre países ricos e pobres. A observação coletiva aos princípios éticos, ás Leis, ao respeito humano e a solidarieda participativa, distingue países ricos de países pobres. Um país, cujo povo não tem princípios morais nem éticos, não observa o cumprimento das Leis, não tem atitude e nem memória, é um país fadado à pobreza e ao fracasso, que são resultantes de uma pobreza ainda maior: A FALTA DE ATITUDE! ATITUDE de uma consciência mais crítica e realista em torno dos nossos deveres e das nossas responsabilidades, enquanto cidadãos políticos que somos e agentes transformadores, cada um no seu papel, dentro da sociedade; ATITUDE contra a corrupção; a desonestidade política e administrativa; ATITUDE contra o famoso jetinho brasileiro; contra essa mentalidade insana e dominante de se querer levar vantagem em tudo, não importando porque meios sejam... enfim, ATITUDE, contra tudo que for moralmente negativo e vergonhoso na sociedade. ATITUDE, ATITUDE E ATITUDE! Uma nação só se tornará realmente rica e igualitária, quando cultivar dentro de si qualidades, como: respeito à Ordem, transformando-a sempre para melhor quando necessário; espírito de justiça, consciência crítica, senso de responsabilidade social, coerência e respeito à dignidade... Um país que prima por esses valores é país desenvolvido e rico, que respeita e se faz respeitar, porque soube se desfazer do pior de todos os males que lhe afligia e do qual advém todos os outros: A FALTA DE ATITUDE. Sem ela não se chega a nada! A indiferença à injustica praticada, à violência, à impunidade, só fazem agravar mais ainda o estado de pobreza moral e material de um país. A ATITUDE É O MELHOR CAMINHO PARA SE COMEÇAR A COMBATER OS MALES DO ATRASO. ATITUDE, EIS A SAÍDA! O BRASIL PRECISA DISSO! Um abraço a todos!
RODRIGO | setembro 05, 2010 às 15h18
A Velhice, que é a velhice? "Os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança." (Drumond de Andrade). É isso aí... A velhice não é mais uma questão cronológica. O tempo, hoje, eu diria, é o que menos conta. É bem verdade que há, ainda, aqui e alhures, alguns focos de resistência aos chamados idosos. Mas todos esses tabús, aos poucos, estão sendo quebrados. Vejam, por exemplo, os cinquentões, os sessentões de hoje. Todos se modernizando e se adequando aos novos tempos, alguns até estão mais para MICK JAGGER do que para JAMES DEAN. rs. E não abrem mão disso. Todos por aí vivendo na plenitude contemporânea, fazendo jus aos tempos atuais. Quer na postura, quer na forma de se vestir e até de pensar e de agir... As experiências da maturidade são um dado a mais que contam a seu favor. Porém, nunca como dógma ou verdade absoluta. O fato é que os cinquentões e sesssentões outrora inibidos, retraídos, que se auto-segregavam e eram segregados, sisudos, desatualizados, empijamados dentro de casa e que achavam que não serviam mais para nada, são, hoje e ainda bem, uma espécie em extinção. O velho de cabeça e de mente é coisa do passado e não mais do presente. Todos, hoje, homens e mulheres, não importa a idade, estamos integrados à mordernidade, ao progresso científico, cibernético, não nos intimidamos mais com o NOVO, assimilamos com facilidade as novas formas de comportamento social, usamos a INTERNET, participamos... Enfim, a fronteira preconceituosa que divide jovens e velhos, não cabe mais nos dias de hoje. Em síntese: Abaixo os Preconceitos de Toda Ordem (de idade, racial, sexual, credo, religioso...) e procuremos viver o máximo os beneficios que a modernidade nos traz, pois, tudo o que queremos na vida, apenas, é nos sentirmos úteis, uns aos outros e, portanto, pessoas mais completas e felizes. Um abraço a todos e um ótimo domingo.
RODRIGO | agosto 14, 2010 às 22h37
O comercial apresentado por ZEZÉ DI CAMATGO (se é que podemos chamar isso de comercial rs.), não é para vender um produto, uma marca industrial ou coisa que o valha. Não. Se há um produto ou uma marca que este comercial tenta nos passar ou vender, este produto, tem nome e chama-se: CONSCIÊNCIA. Ele traz em si um viés educativo e uma finalidade apenas: mostrar como é desprezada a velhice nesse país, onde respeito e consideração humana pelos mais velhos, simplesmente, não existem. Os versos declamados por ZEZÉ nesse comercial, sintetizam muito bem a situação humilhante e vexatória com que a velhice é tratada em nossa sociedade. Situação esta, é bom que se diga, que começa em casa, na família e que, lamentavelmente, vai passando de geração em geração, como bem ficou demonstrado no "anúncio" do ZEZÉ. Ao contrário da civilização oriental, onde os mais velhos são bem cuidados, vistos com respeito e admiração até, aqui no Brasil a velhice não passa de lixo, de coisa abjeta que se joga fora porque não serve mais. É lamentável mas é verdade. Nesse país, amigos, "ENVELHECER É COMO DEIXAR DE SER". Perde-se, por completo, a IDENTIDADE SOCIAL. Ora, um país onde não se dá ao respeito nem valoriza à dignidade humana, onde a corrupção e a violência se alastram impunemente, onde os critérios políticos e administrativos são devassos e levianos, onde educação e saúde são deboche nacional, onde política só se faz com vistas a "TIRAR VANTAGEM EM TUDO" (veja a LEI DO GERSON), imagine então querer que se respeite os mais velhos. Só era mesmo o que faltava! rs. É querer demais! Isto, nem pensar! rs... Bom, é isso aí... Que sirvam, pelo menos, os versos-denúncia do ZEZÉ DI CAMARGO, "COMO UM GRITO DE ALERTA" às nossas leviandades e hipocrisias sociais. Um abraço a todos e um ótimo final de semana. Rodrigo.
RODRIGO | agosto 08, 2010 às 17h19
A coisa mais importante na vida é a LIBERDADE. A Liberdade é um bem natural do qual todos precisamos, mas nem sempre sabemos dispor. Para tê-lo é preciso, antes de mais nada, bom senso e responsabilidade social. A Liberdade tem critérios. Limites. Não pode ser exercida atrabiliariamente, sem a observância do respeito, da compreensão e da consciência social. Quem usa da liberdade ao bel-prazer, sem observar os limites do bom senso e da razão, quem ofende, humilha, tolhe e sufoca, quem não tem conscicência nem sensibilidade humana necessários para o uso e usufruto da liberdade, não sabe ser livre. É refém e prisioneiro de si mesmo. Quando somos feridos por palavras ou gestos, ou quando somos censurados e desrespeitados, quer porque expomos o nosso pensamento simplesmente, quer porque não concordamos com algumas atitudes ou comportamentos, a consciência de liberdade dessas pessoas é falha e distorcida, lamentavelmente. Para elas, liberdade é o POSSO, QUERO E MANDO e não a prática do respeito, da compreensão e da tolerância entre os contrários. Liberdade para pessoas assim, é uma via de mão única, onde só elas têm direitos, os outros, só deveres. O texto a PÉROLA E A OSTRA nos mostra, claramente, como devemos superar os sofrimentos morais advindos da ofensaa, através do perdão. E isso vale para tudo na vida. O perdão é a virtude maior, o remédio mais eficaz à cura das dores da nossa alma e a da dos outros também. Saber perdoar é esquecer a ofensa e dar a quem ofende o exemplo do perdão. Condição fundamental para a auto-superação psicológica e espiritual. Não esqueçamos, porém, de que o sofrimento é a base da sabedoria. Quem sofre, aprende. Veja a ostra que só produz a pérola porque sofre. Saibamos produzir então as nossas pérolas a partir das nossas próprias dores. Claro que devemos denunciar a ofensa sofrida, não omiti-la, revidá-la até, se necessário for. O perdão não implica em passividade moral ou em impunidade ao agressor. O que não podemos fazer, claro, é ficar destilando ódios, resentimentos, amarguras, contra quem nos ofende, porque o ódio e o ressentimento não nos fazem bem nenhum, nem a alma, nem ao nosso corpo físico. Muitos cânceres se originam desses sentimentos. Agora calar ou omitir a ofensa sofrida, isso NUNCA! Até porque, quem engole calado o insulto desferido, quem não responde e nem desabafa, quem fica remoendo na alma sentimentos mesquinhos e extremamente negativos, acaba prejudicando a si mesmo e não ao desafeto que continua fazendo e aprontando das suas. Quando alimentamos sentimentos como ódio e vingança, ficamos a mercê dos mais terríveis males, físicos e espirituais. Daí a importância do PERDÃO, porque alivia e nos faz esquecer. Mas o PERDÃO sem submissão. Diga-se. Bom domingo e um abraço a todos. Rodrigo.
RODRIGO | junho 25, 2010 às 08h13
O CONTO DO ADVOGADO COMILÃO DE RECIBOS Em 1994, na VT de Mamanguape, ocorreu um caso muito engraçado e, até certo ponto, inusitado, com um advogado que patrocinava uma causa trabalhista naquela Vara. Devo dizer, porém, que, tal fato, considero engraçado hoje, mas na época em que ocorreu, foi vexatório e até preocupante. Havia eu chegado, recentemente, na referida Unidade Judiciária, como servidor, quando, de repente, me apareceu um advogado, cujo semblante me parecia um tanto quanto tenso e preocupado, e me pediu um processo para examinar, no qual funcionava como representante da parte exeqüente. Ainda me lembro como se fosse hoje: era uma quarta feira a tarde, do mês de outubro, do ano de 1994, quando isso aconteceu. Pois bem. Localizamos o processo e o entregamos imediatamente no balcão de atendimento ao público. Ele olhou, folheou página por página, leu e releu, silenciosamente, concentrado, debruçado sobre o processo. Sem suspeitarmos de nada, continuamos a fazer o nosso trabalho, realizando juntadas, colando documentos e olhando prazos processuais... Em dado momento, o estranho causídico começou a tossir, a se debater no balcão, como se estivesse engasgado, entalado com alguma coisa. O fôlego lhe faltava, ele gesticulava, batia no peito, se estribuchava, como se quisesse botar pra fora alguma coisa pela boca e não conseguia. Foi um Deus nos acuda! Corremos até ele, desconcertados e surpresos, sem sabermos o que fazer diante daquela situação. Ele tossia, se debatia, escarrava feito louco, desesperadamente. Até que, de repente, começou a expelir algumas coisas, junto com a baba que descia, mas nem imaginávamos e muito menos suspeitávamos do que pudessem ser. Aos poucos, foi se recuperando, tomou água, se aliviou, escarrou mais um pouco, olhou pros lados meio desconfiado, agradeceu e, rapidamente, foi embora. Passados alguns minutos do susto, guardamos o processo que ele havia deixado sobre o balcão e, pouco a pouco, fomos nos refazendo do vexame provocado. Voltamos a trabalhar. Nem bem havíamos recomeçado, quando a responsável pela limpeza da Vara, D. Rosa, imediatamente, começou a gritar, entre surpresa e irônica: Veja! Veja! Veja o que o advogado vomitou? Vige, parece que esse Dotô só come papel! Como assim, D. Rosa? Perguntamos. Ao que ela respondeu: Ora, venha ver, ele só vomitou pedaços de papel! Que coisa! ... Nos levantamos, repentinamente, e fomos olhar, curiosos, o que a D. Rosa havia constatado. Qual não foi a nossa surpresa, quando comprovamos a veracidade das suas palavras. Mas o que mais nos surpreendeu ainda, foi quando constatamos que em alguns pedaços de papel expelidos, havia uns até com marcas de carimbos de numeração de folhas... Quase morremos do susto! Corremos até ao armário, pegamos rapidamente o processo, olhamos, folheamos e logo constatamos que faltava uma peça processual nos autos: UM RECIBO DE PAGAMENTO! Isso mesmo. Um recibo de pagamento que, para a surpresa geral, era, justamente, àqueles pedaços de papel que o tal advogado acabara de expelir. Até hoje não sabemos, ao certo, o porquê do dito cujo ter provado o tal manjar, uma vez que não havia qualquer relação de causa e efeito entre ele e o recibo, a não ser, fome mesmo. rs. Tudo o que sabemos, porém, é que esse advogado, até hoje, nunca mais apareceu na VT de Mamanguape. Quem sabe, morreu engasgado por aí, ou, talvez, tenha tido alguma incongestão fatal de tanto ingerir recibos de pagamento. rsrs. Um abraço a todos!
RODRIGO | junho 15, 2010 às 23h02
Essa semana assisti a um vídeo emocionannte, que me mandaram por e-mail, em que uma criança está sentada no chão da sala da sua casa, assistindo televisão, compenetrada e profundamente envolvida com o que está vendo na telinha da TV. De tal modo que nem se dá conta que o seu cãozinho de estimação está ali, lhe solicitando atenção, carinho, querendo brincar, etc... Em vão, o cachorrinho carente faz várias tentativas para atrair a atenção do garoto e nada. Levanta as patinhas, pula, dá voltas ao redor do menino, faz piruetas... De olhos grudados na TV, continua o menino, impassível, indiferente, absorto. Finalmente o caozinho se cansa e desanima, pega a sua maletinha, põe o pente e o osso dentro, fecha, olha pela última vez a foto do menino que está sobre o móvel, se despede e, tristemente, vai embora. O garoto continua ali, diante da TV, estático, distante, indiferente ao que acontece ao redor. Ao ver essa cena do vídeo, percebi, através daquela criança, que nós, muitas vezes, também, agimos assim: ficamos indiferentes, presos diante da TV, mudos, paralizados, sem interagir com as pessoas. Prova cabal de que as nossas relações estão se deteriorando. A cena que eu assisti do vídeo, traduz bem esse processo de robotização a que estamos alcançando, por conta da televisão, internet e outros meios eletrônicos. Quem ainda não está contaminado por esse processo de frieza e indiferença emocional, sente e se emociona, como eu, com a cena que eu assisti e sobre a qual relatei acima ... A TV muitas vezes nos robotiza e nos faz esquecer o que de mais importante e fundamental temos dentro e diante de nós e que, lamentavelmente, estamos pouco a pouco relegando a terceiro plano, que são: os sentimentos, as emoções, as necessidades de diálogo, companheirismo, amor e afeto. A televisão, em grande parte, é a responsável por tudo isso. E o que é ainda pior: nem nos damos conta! Muitas vezes a cena de uma novela vale muito mais do que saber o que se passa com o outro ou o que ele está sentindo ... Nos concentramos demais nas novelas e esquecemos de conviver! Nos ROBOTIZAMOS! Nos distanciamos do diálogo e da convivência, sobretudo familiar! Na medida em que vamos deixando de lado qualidades humanas tão importantes e fundamentais como as acima citadas, vamos nos transformando, aos poucos, diante das nossas TVs, quer de PLASMA, LCD, TRÊS D, ANALÓGICA, DIGITAL, em meros robozinhos controlados e dirigidos por esses monstrinhos eletrônicos, mesmo dispondo em nossas mãos dos práticos e requintados controles-remotos. Lamentável. A cena do vídeo disse-me tudo!
RODRIGO | maio 17, 2010 às 12h56
Orlando, O homem. O vencedor. O Pertinaz. O Pertinente. Ousado, aguerrido e de grande caráter. Espirituoso e perspicaz, tem sempre uma resposta criativa e brincalhona nos momentos de descontração. Mas, também, quando preciso, é sério e afirmativo nos momentos de decisão. Uma figura fantástica e exemplar, sem dúvidas! Trabalhador incansável, contumaz, que sempre se conduziu e se conduz com decência e humildade em tudo que fez e faz na vida. Ao lado de um grande homem, dizem, há sempre uma grande mulher. E ao lado de Orlando, como não poderia deixar de ser, existe, também, essa grande MULHER. Chama-se: VÁLBEA, esposa e companheira devotada, que está sempre ao seu lado, incondicionalmente, em todos os momentos da vida. Parabéns!
BIA SANTOS | maio 04, 2010 às 18h24
nossa, que lindo!! ver seus pais me fez voltar ao passado, nossas idas a feria, casazul... contos e contos.
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